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Martinho Lutero

BIOGRAFIA CRISTÃ Nº 69: Martinho Lutero (1483-1546), também conhecido como Martin Luther ou Martin Luder, foi um alemão Estudante (de Filosofia, Princípios Científicos, Línguas Clássicas, Gramática, Retórica, História Natural, Astronomia e Princípios das Ciências Jurídicas); Bacharel; Mestre; Doutor em Teologia; Professor de Teologia; Palestrante; Lectura in Bíblia (Preletor de Bíblia); Monge da Ordem dos Frades Agostinianos; Sacerdote Católico; Reformador; Líder Protestante; Teólogo Monergista; Apologista Cristão; Biblicista; Escritor; Tradutor Bíblico; Musicista; Hinólogo; e Pastor.
"Eu [Jesus] Sou a videira, e vocês são os ramos. Quem está unido Comigo e Eu com ele, esse dá muito fruto porque sem Mim vocês não podem fazer nada." (João 15:5, NTLH, SBB).
"Ora, vocês são o Corpo de Cristo, e cada um de vocês, individualmente, é membro desse corpo. Assim, na igreja, Deus estabeleceu primeiramente apóstolos; em segundo lugar, profetas; em terceiro lugar, mestres; depois os que realizam milagres, os que têm dons de curar, os que têm dom de prestar ajuda, os que têm dons de administração e os que falam diversas línguas. São todos apóstolos? São todos profetas? São todos mestres? Têm todos dons de curar? Falam todos em línguas? Todos interpretam? / Entretanto, busquem com dedicação os melhores dons. Passo agora a mostrar-lhes um caminho ainda mais excelente." (1ª Coríntios 12:27-31, NVI, SBI).
"Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três; porém o maior destes é o amor." (1ª Coríntios 13:13, VRA, SBB).

Martinho Lutero
Martinho Lutero.
(1483-1546)
Martinho Lutero nasceu no dia 10 de Novembro de 1483, no vilarejo de Eisleben, na pequena cidade de Turíngia, no antigo Condado de Mansfeld, Alemanha. A sua família pertencia à classe social simples da época, caracterizada pela origem rude e trabalhos pesados. "Meus pais eram muito pobres. Trabalhavam com sacrifício para criar os filhos. Minha mãe costumava buscar lenha na floresta, trazendo-a nas costas."

O seu pai, Hans Luder, com origem campestre na pequena cidade de Möhra, foi minerador de cobre e coordenador de minas, alcançando depois de muitos anos de trabalhos árduos alguns valores para ajudar parcialmente na instrução do promissor garoto. A sua mãe, Margarethe Lindemann, era reconhecida como fervorosa e devota religiosa, no entanto, impregnada com as superstições de sua época, inclusive, seguindo os costumes batizou a criança, escolhendo o nome por evocação do santo Católico do dia, assim, o pequeno Martinho Lutero, cresceu firmemente restrito aos princípios, educação e cultura ensinados pela Igreja Romana. "Meus pais trataram-me com muita dureza, e isso me fez muito tímido. Minha mãe me bateu tanto certa vez, por causa de uma avelã, que fiquei sangrando. Mas os dois acreditavam sinceramente estar cumprindo seu dever."

Martinho Lutero
Martinho Lutero.
(1483-1546)
Lutero foi introduzido nos estudos durante a meninice. A trilha utilizada até a escola era difícil e pedregosa nos lugares íngremes. Os dias chuvosos e frios não consistiam nos únicos obstáculos, pois os professores severos e injustos sobrepujavam os maus tempos, disciplinando os alunos durante todo o dia com pancadas, não deixando a pobre vara descansar. O pequeno Martinho, em uma única manhã, foi castigado quinze vezes por não reproduzir uma lição que não fora ensinada. Desta forma, foi iniciado nos estudos com professores tiranos em escolas infernais, típicos da época, permanecendo nesse ambiente até os quatorze anos.

Martinho Lutero
Martinho Lutero.
(1483-1546)
Filho da pobreza, precisou garantir o próprio sustento, enquanto estudava.
"Pedíamos esmola nas portas das casas, meus companheiros e eu, para ter o que comer. (...). Paramos em frente a uma fazenda isolada, e o campônio, ouvindo-nos (...), saiu de casa gritando com sua voz forte: 'Onde estão vocês, rapazes?'. Apavorados, fugimos a toda pressa. Na realidade, não havia motivo algum para ter medo. É que as ameaças e os maus-tratos com que fomos oprimidos pelos professores nos haviam tornado receosos. Finalmente, o bom homem, que não cessava de nos chamar, obrigou-nos a receber de suas mãos as salsichas com que pretendia presentear-nos." Martinho Lutero.

Martinho Lutero
Martinho Lutero.
(1483-1546)
Superadas as dificuldades da adolescência, aos dezoito anos, ingressou na Universidade de Erfurt, uma das mais prestigiadas da Alemanha. Nessa época, Lutero aperfeiçoou os dons musicais, cantando e tocando alaúde, utilizado geralmente para acompanhar cantigas.

O jovem não permitiu que o mau exemplo dos professores do passado frustrassem a sua jornada intelectual, pelo contrário, aplicou demasiado empenho nos estudos que alcançou o Bacharelado em apenas um ano, celebrando com grande pompa e festa magnífica. Durante os estudos na Universidade buscava obsessivamente o refúgio da Biblioteca para estudar autores clássicos. Na oportunidade, providencialmente, aos vinte anos, encontrou um volume curioso com descrição sagrada - a Bíblia. Ficou curioso, porque o livro era proibido aos padres.

Martinho Lutero
Martinho Lutero.
(1483-1546)
Prosseguindo os estudos na Universidade de Erfurt, conquistou o Mestrado, demonstrando privilegiada capacidade mental, principalmente no estudo analítico. Contudo, o livro da Biblioteca o incomodava e o atraia, assim retornava para ler aquelas linhas Sagradas.

A sua saúde colaborava para o sentimento de temor e preocupação com a morte. Nessa época, Martinho Lutero, ficou doente, crendo ser o seu fim, mas um ancião o encorajou: "Você não morrerá dessa doença. Deus fará de você um homem que levará consolo a muitos. Ele entrega Sua cruz a quem ama, e aqueles que a carregam com paciência adquirem muita sabedoria."

Martinho Lutero
Martinho Lutero.
(1483-1546)
Noutra circunstância, cortou a artéria da perna com a espada que os estudantes tinham por costume carregar ao lado. Enquanto outros buscavam socorro, o jovem Lutero apertava a artéria com as mãos e clamava socorro aos céus. A ferida foi tratada, mas infeccionou, no desespero apelava constantemente à Religião.

Na sala de aula, enquanto estudava Leis Jurídicas, soube da morte de um amigo. Ficou aterrorizado: "E se fosse eu?" Nessas situações pensava em abraçar os serviços religiosos, pois segundo o costume Católico, os sacrifícios pessoais ajudariam na busca da Salvação.

Martinho Lutero
Martinho Lutero.
(1483-1546)
Embora o desejo dos seus pais fosse a sua conclusão nos estudos das Ciências Jurídicas e posterior trabalho como Advogado, a Soberania providenciou outros rumos, pois durante uma tempestade, temendo pela vida foi derrubado ao chão por um raio, clamando por livramento e preservação, prometeu que seria um monge. Tornar-se-ia um membro da Ordem dos Frades Agostinianos, iniciando a sua jornada ao encontro de Deus.

Lutero nutria longas conversas com o seu mentor Agostiniano, principalmente sobre a remissão dos pecados. Também foi impactado pela declaração de Bernardo de Claraval (1090-1153), também conhecido como São Bernardo: "Este é o testemunho que o Espírito Santo dá ao teu coração dizendo: Teus pecados estão perdoados. Esta é, na verdade, a opinião do apóstolo: o homem é graciosamente justificado pela fé."

Martinho Lutero
Martinho Lutero.
(1483-1546)
"Com essas palavras ele não apenas se fortificava como também se instruía sobre o significado pleno de São Paulo [Apóstolo Paulo], que tantas vezes repetiu a frase: 'Nós somos justificados pela fé'. Após ler muitas exposições sobre essa passagem, ele percebeu, tanto pelo discurso do ancião quanto pelo conforto recebido em seu próprio espírito, a vaidade das interpretações dos Escolásticos que ele havia lido anteriormente. Assim, pouco a pouco, lendo e comparando as palavras e os exemplos de profetas e apóstolos, sempre invocando a Deus e estimulando a fé com a força da oração, percebeu esta doutrina de modo extremamente claro. E assim, ele continuou seus estudos em Erfurt no convento dos Agostinianos por quatro anos." John Foxe.
"Aconteceu também que, por essa época, muitos foram estimulados pelos trabalhos eruditos de Erasmo ao estudar as línguas grega e latina. Estes, tendo diante de si um novo campo de estudo mais agradável do que nunca, começaram a desprezar o ensino bárbaro e sofista dos monges. Lutero se pôs a estudar grego e hebraico a fim de haurir a doutrina das verdadeiras fontes e assim poder formar opiniões mais sólidas." John Foxe.

Martinho Lutero
Martinho Lutero.
(1483-1546)
O momento culminante e iluminado na história de Martinho Lutero foi a sua visita à Roma. Alguns conventos Agostinianos estavam enfrentando disputas internas, mas optaram em lançar as divergências ao Cabeça Católico - o Papa. Desta forma, escolheram homens capazes e estudiosos para a audiência papal, dentre estes estava o estudioso analítico Lutero.

Enquanto estava em Roma, subindo as escadarias de joelhos, almejando a indulgência prometida pelo chefe sacerdotal, a sua mente analítica foi relembrada providencialmente de seus estudos diligentes das Escrituras, destacando a frase: "O justo viverá da Fé". Irresistivelmente tocado por Deus, saiu envergonhado daquela situação de infantilidade supersticiosa e sinceridade errônea.

Oportunamente, refletimos sobre as condições da Igreja Brasileira. Vivenciamos dias de Sincretismo Religioso que afrontam a Fé Bíblica duramente conquistada e mantida por inúmeros mártires na história do Corpo de Cristo. A Fé Salvífica decorrente do Evangelho Verdadeiro que apregoa a Cruz de Cristo e Sua Vitória é substituída em muitos lugares por Confissão Positiva; Pensamentos Positivos; Auto-Ajuda; etc, violentando as Escrituras e banalizando a Graça Salvadora. A Pregação Expositiva da Palavra é trocada por Teatralização de Poder e Sobrenaturalismo Maligno, trazendo fermento e contaminando a massa com todas as formas de crendices: Fitas, Lenços, Toalhinhas, Copos de Água, Vasinhos, Varinhas, Martelinhos, e todas as invenções de correntes. Como dizem no Estado da Bahia, aqui no Brasil: "Não importa a religião, Católicos, Espíritas ou Evangélicos, na sexta-feira todos estão de branco." Precisamos desesperadamente do resgate dos valores históricos que motivaram a Reforma Protestante no Século 16, objetivando aplicar uma nova Reforma, mas agora entre aqueles que carregam o nome de Evangélicos. Nota do Blog.

Martinho Lutero
Martinho Lutero.
(1483-1546)
Por oportuno, destacamos que a maioria das nações envolvidas nos princípios da Reforma Protestante jamais integraram o Império Romano ou seus territórios limítrofes. As nações que formavam o antigo império permaneceram fortemente vinculados à Cosmovisão Católica.

O conhecimento geográfico do homem medieval sofrera mudanças significativas, colaborando para os questionamentos acerca do autoritarismo romano. As percepções políticas estavam questionando o Estado-Universal através do espírito nacionalista. Algumas mudanças econômicas sucederam preparando o ambiente para a Reforma Protestante, pois antes as riquezas originavam-se da agricultura, mas agora com a proliferação de cidades, surgiram novos mercados incentivando a utilização de outras matérias-primas. Um fenômeno social estava ocorrendo num mundo configurado por apenas dois grupos (ricos e pobres), considerando o surgimento da classe média capitalista emergente que não aceitava encaminhar as suas riquezas à Igreja Romana, ou melhor, para um único homem - o Papa.

Martinho Lutero
Martinho Lutero.
(1483-1546)
A humanidade ocidental vivenciou uma civilização totalmente horizontal, ou seja, nascia, crescia e morria no mesmo grupo. Pobres geravam gerações de pobres e ricos gerações de ricos, mas esse contexto começara a mudar, permitindo que indivíduos ultrapassassem as barreiras sociais. Ninguém estava condenado a permanecer no grupo que o gerou. A servidão findava com o surgimento dos profissionais livres, a pequena nobreza da cidade. O Renascentismo despertou a intelectualidade coletiva daqueles homens, inclusive, tal pensamento mostrou que a Salvação é decorrente do chamamento de Deus ao indivíduo, não dependendo de intermediadores, sejam eles, o Estado, a Igreja, o Sacerdote ou um Santo cristão falecido. Martinho Lutero foi um destes que possuíam uma mente bíblica Renascentista.

Martinho Lutero
Wittenberg.
95 Teses.
As ideias de Lutero incendiaram toda a Europa, influenciando totalmente a Alemanha. Em 31 de Outubro de 1517, ele afixou as famosas 95 Teses na porta da entrada da Igreja do Castelo em Wittenberg, propondo o debate público sobre a venda de indulgências. Citamos algumas delas:
"Quando nosso Senhor e mestre Jesus Cristo disse: "Arrependei-vos" (Mt 4.17), Ele desejou que toda a vida dos crentes fosse de arrependimento. Esta palavra não pode ser entendida como uma referência ao sacramento da penitência, ou seja, de confissão e satisfação, conforme administradas pelo clero. O Papa não pode remir qualquer culpa, exceto por declarar que foi perdoada por Deus e pela anuência da remissão de Deus, embora ele possa, certamente, conceder remissão em casos reservados a seu juízo. Se fosse desprezado seu direito de conceder remissão em tais casos, a culpa permaneceria totalmente não perdoada.
21. Sendo assim, os pregadores das indulgências estão errados quando dizem que um homem é absolvido de toda penalidade e salvo pelas indulgências papais.
53. São inimigos de Cristo e do Papa aqueles que mandam silenciar totalmente a Palavra de Deus em algumas igrejas, a fim de pregar os perdões em outras.
54. É insulto à Palavra de Deus quando, em um mesmo sermão, tempo maior é gasto falando de indulgências do que desta Palavra.
62. O verdadeiro tesouro da igreja é o santíssimo evangelho da glória e graça de Deus.
79. É blasfêmia dizer que a cruz erguida com o brasão papal [pelos pregadores da indulgência] é de igual valor à cruz de Cristo."

Martinho Lutero
Martinho Lutero.
(1483-1546)
Martinho Lutero jamais desejou a divisão da Igreja, reconhecia a importância da Unidade, no entanto, a Verdade é inegociável e portanto, deve ser preservada mesmo que o preço sejam Divisões. O Reformador desenterrara o Evangelho oculto durante mil anos e destacara a importância da Palavra na mão do povo. "Um simples leigo armado pela Escritura deve ser acreditado acima de um Papa ou concílio. (...). Para preservar as Escrituras poderemos rejeitar o Papa e o concílio".

Declarava que os muros levantados pelos usos e costumes de homens impediam quaisquer reformas tendentes à preservação e proclamação das Escrituras. A derrubada desses muros dependiam do Sacerdócio dos crentes, respeitados os dons individuais de cada membro do Corpo de Cristo.

Martinho Lutero
Martinho Lutero.
(1483-1546)
"É pura invenção que o Papa, bispos, sacerdotes e monges sejam denominados de propriedade espiritual enquanto príncipes, senhores, artesãos e lavradores sejam chamados de propriedade temporal. (...). Todos os cristãos são verdadeiramente pertencentes ao estado espiritual, e não há diferença entre eles exceto quanto ao ofício. (...). Declarar que somente o Papa pode interpretar a Escritura é uma fábula disparatada e ultrajante." Martinho Lutero.

Martinho Lutero
Martinho Lutero.
(1483-1546)
No mês de Abril de 1525, aos quarenta e dois anos, casou-se com Cataria vom Bora, uma freira Protestante, com vinte e seis anos, que fugira sob perseguições contra a Reforma.

Lutero proclamava jubilosamente que casara, além do amor, para perturbar o Papa, fazendo "anjos regozijarem e os demônios lamentarem". Da união matrimonial, nasceram seis filhos que trouxeram muitas alegrias para o lar Protestante.

Enquanto a Peste Negra devastava a Europa, os cidadãos esperavam que o Papa como o representante dos poderes de Deus na Terra trouxesse alívio para suas vidas, todavia, as mortes permaneceram e tal calamidade serviu positivamente para o progresso da Reforma Protestante.

Martinho Lutero
Martinho Lutero.
(1483-1546)
Muitos fugiram para salvarem as suas vidas, mas Martinho Lutero permaneceu e disponibilizou a sua residência como hospital ajudando aos cidadãos que para lá recorriam. Nesse período, enquanto enfrentava a fúria romana, quase perdeu um dos seus filhos para a Peste Negra. A saúde de Lutero estava debilitada, enfrentava dores no peito, tonturas e desmaios. A fraqueza era intensa que em muitas vezes beirou à morte. "Gastei mais de uma semana na morte (...). Todo meu corpo estava tomado pela dor, e ainda agora eu tremo. (...) labutava sob o vacilo e as tempestades do desespero."

Martinho Lutero
Lutero e seu alaúde.
Nessas circunstâncias, a sua vocação musical foi crucial, inclusive, escreveu o seu hino mais famoso que tornar-se-ia um clássico para os Protestantes - "Castelo Forte" - inspirado totalmente no Salmo 46.

A jornada foi árdua para o Monge Reformador. As previsões apontavam para a fogueira, para a sua execução como herege, como sucedeu com vários de seus amigos. Contudo, Deus providenciara outros caminhos para o jovem Lutero, dentre os quais, responder ao fogo da Inquisição com a fornalha das ideias que varreram a Europa. O Senhor soberanamente levantou Lutero para conduzir o bastão da Reforma para outros jovens: João Calvino, John Knox, etc.

Martinho Lutero
Martinho Lutero.
(1483-1546)
Transcorridos anos de lutas exaustivas, perseguições, conflitos, debates, permeados de alegrias no pastoreio do povo de Deus, nos estudos bíblicos, nas pregações, nas aulas de Teologia, nas visitas aos crentes, nas composições de hinos, recheados de felicidades no seio familiar e na educação dos filhos, findavam os seus dias glorificando ao Senhor Jesus Cristo.

A saúde frágil forçou a diminuição dos trabalhos literários, ressaltando que produziu muitas obras sobre diversos assuntos numa época de textos manuscritos e início da imprensa. Os cálculos de ácido úrico, a artrite, os problemas cardíacos associados aos males digestivos, provocavam desconforto para Lutero que faleceu no dia 18 de Fevereiro de 1546.

Martinho Lutero
Martinho Lutero.
(1483-1546)
O seu testamento iniciava com a frase: "Sou bastante conhecido pelo céu e pelo inferno". Reforçando a sua teologia Monergista, proferiu as suas últimas palavras dizendo: "Somos todos mendigos. Isso é verdade.", ou seja, nenhum mortal é detentor de méritos perante o Soberano e Salvador dos eleitos. "Não podemos atribuir a nós mesmos a menor parcela de crédito para nossa salvação; ela depende inteiramente da graça divina."
"Já estava firmemente estabelecido em sua mente e obra o princípio Sola Scriptura. Somente a Escritura tem autoridade normativa absoluta. Por quê? Para Lutero, a sola de Sola Scriptura estava relacionada inseparavelmente à singular inerrância da Palavra de Deus." R.C. Sproul - Teólogo Calvinista e Pastor.
Martinho Lutero
Martinho Lutero.
(1483-1546)
"Para Lutero, a importância do estudo estava de tal modo entretecida na sua descoberta do verdadeiro Evangelho, que ele não poderia tratar o estudo como algo menos importante que absolutamente crucial, dando vida e formando a história. O estudo foi seu portal de entrada ao evangelho, à Reforma e a Deus... O estudo era importante. A sua vida, e a vida de sua igreja, dependiam dele [do estudo da Bíblia]." John Piper - Pastor Batista Calvinista.

Martinho Lutero
Martinho Lutero.
(1483-1546)
 "Temos de afirmar com Martinho Lutero que a pregação da Palavra é a primeira marca essencial da igreja. Lutero acreditava tão firmemente na centralidade da pregação que afirmou: A Palavra de Deus não pode estar sem o povo de Deus e, da mesma maneira, o povo de Deus não pode ficar sem a Palavra de Deus." R. Albert Mohler - Presidente do Seminário Batista Teológico do Sul, Estados Unidos.
"Todo o ministério de pregação de Lutero pode ser visto como profético. Ele falou como profeta que tem uma mensagem muito distinta para um época bem distinta. Em toda sua pregação, ele ataca os abusos da igreja de seus dias e da cultura e sociedade em que vivia. Sempre foi um pregador profético.Hughes Oliphant Old - Doutor em Teologia, Professor de Teologia Reformada no Seminário Teológico de Erskine e no Seminário Teológico de Princeton, Estados Unidos.
"Creio que o próprio Lutero teria enfrentado sem temor o fogo do inferno, no entanto, temos a confissão dele de que muitas vezes seus joelhos batiam um contra o outro ao levantar para pregar. Ele tremia temeroso que não fosse fiel à Palavra de Deus." Charles H. Spurgeon - Pastor Batista Calvinista.
Martinho Lutero
Martinho Lutero.
(1483-1546)
"A Reforma não acabou. Não pode acabar enquanto todos que se chamam cristãos não tiverem um só Senhor, uma só fé, um só batismo. A causa de Sola Scriptura, Sola fide, Sola gratia, Solus Christus e Soli Deo gloria continua sendo da verdade bíblica e pela verdade bíblica.R.C. Sproul - Teólogo Calvinista e Pastor.
"É necessária uma Reforma hoje tanto quanto foi necessária nos dias de Lutero, e pela graça de Deus, nós a teremos, se nEle confiarmos e publicarmos Sua verdade. O grito é "Derrubai, derrubai, derrubai até que venha Aquele que tem todo o direito de governar". Mas nisto prestai atenção: se for restaurada a graça de Deus à Igreja em toda a sua plenitude, e o Espírito do Senhor for derramado, vindo do alto, em toda sua força santificadora, virá um tremor como nunca se viu em nossos dias.Charles H. Spurgeon - Pastor Batista Calvinista.
"Carecemos novamente de Luteros, Calvinos, Bunyans, Whitefields, homens que marquem suas eras, cujos nomes respirem terror aos ouvidos de nossos inimigos. Temos profunda carência disso. De onde eles nos virão até nós? São dons de Jesus Cristo para a igreja, e virão em seu devido tempo.Charles H. Spurgeon - Pastor Batista Calvinista.


FONTE:

Livro: Lutero - O Grande Reformador que revolucionou seu tempo e mudou a história da Igreja.
Série: Acadêmica.
Autor: A. de Saussure.
Editora: Vida. (Brasil).
Páginas: 168.

Livro: A Heroica Ousadia de Martinho Lutero.
Série: Um Perfil de Homens Piedosos.
Autor: Steven J. Lawson.
Editora: Fiel. (Brasil).
Páginas: 136.

Livro: Nascido Escravo.
Autor: Martinho Lutero.
Editora: Fiel. (Brasil).
Páginas: 101.

Livro: O Legado da Alegria Soberana - A graça triunfante de Deus na vida de Agostinho, Lutero e Calvino.
Autor: John Piper.
Editora: Shedd Publicações. (Brasil).
Páginas: 160.

Livro: O Livro dos Mártires.
Autor: John Foxe, 1517-1587.
Editora: Mundo Cristão. (Brasil).
Páginas: 354.

Livro: Heróis da Fé - Vinte Homens extraordinários que incendiaram o Mundo.
Autor: Orlando Boyer.
Editora: Casa Publicadora das Assembleias de Deus - CPAD. (Brasil).
Páginas: 246.

Livro: Pregadores em Chamas - Descubra os segredos dos grandes pregadores para preparar e pregar mensagens com excelência e poder.
Autor: Edino Melo.
Editora: Ferramenta. (Brasil).
Páginas: 136.

Livro: O Cristianismo Através dos Séculos - Uma História da Igreja Cristã.
Autor: Earle E. Cairns.
Editora: Vida Nova. (Brasil).
Páginas: 508.

Livro: Grandes Teólogos - Uma Síntese do Pensamento Teológico em 21 Séculos de Igreja.
Autor: Gerald R. McDermott.
Editora: Vida Nova. (Brasil).
Páginas: 232.

Bíblia Sagrada com Reflexões de Lutero.
Versão: Almeida Revista e Atualizada.
Sociedade Bíblica do Brasil - SBB. (Brasil).

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