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John Knox

BIOGRAFIA CRISTÃ Nº 71: John Knox (?-1572) foi um escocês Camponês; Sacerdote Católico; Guarda-Costas; Escravo Prisioneiro de Guerra; Exilado; Estudante (de Escolasticismo e de Patrística); Capelão; Escritor; Biblicista MonergistaReformador; Precursor do Puritanismo; Patriarca do Presbiterianismo; Pastor Protestante.
"Eu [Jesus] Sou a videira, e vocês são os ramos. Quem está unido Comigo e Eu com ele, esse dá muito fruto porque sem Mim vocês não podem fazer nada." (João 15:5, NTLH, SBB).
"Ora, vocês são o Corpo de Cristo, e cada um de vocês, individualmente, é membro desse corpo. Assim, na igreja, Deus estabeleceu primeiramente apóstolos; em segundo lugar, profetas; em terceiro lugar, mestres; depois os que realizam milagres, os que têm dons de curar, os que têm dom de prestar ajuda, os que têm dons de administração e os que falam diversas línguas. São todos apóstolos? São todos profetas? São todos mestres? Têm todos dons de curar? Falam todos em línguas? Todos interpretam? / Entretanto, busquem com dedicação os melhores dons. Passo agora a mostrar-lhes um caminho ainda mais excelente." (1ª Coríntios 12:27-31, NVI, SBI).
"Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três; porém o maior destes é o amor." (1ª Coríntios 13:13, VRA, SBB).

John Knox
John Knox.
(? - 1572)
John Knox nasceu em Haddington na Escócia, provavelmente entre os anos 1505 e 1514, vivendo a sua infância e adolescência na obscuridade da História, crescendo no seio de uma família pobre de simples trabalhadores.

Os historiadores dividem opiniões sobre a trajetória educacional, alguns afirmando que estudou na Universidade de Glasgow, outros dizendo que estudou na Universidade de Saint Andrews.

Na juventude foi ordenado sacerdote Católico, inserido num contexto supersticioso e especulativo. Muitos pretendentes à carreira sacerdotal, questionavam nos bancos escolares: Será que todas as unhas do pé de um homem, cortadas em toda sua vida, serão unidas a seu corpo quando acontecer a ressurreição?

George Wishart
George Wishart.
(1513-1546)
Depois desse período, encontramos um hiato na biografia de John Knox, retornando como guarda-costas de George Wishart, pregador, reformador e mártir escocês.

Muitos jovens, camponeses e nobres, eram atraídos pelas mensagens pregadas por Wishart. Os ensinos de Martinho Lutero foram introduzidos na Escócia através das suas pregações, livros e folhetos, despertando as antigas sementes plantadas no solo escocês pelos Lolardos - movimento pertencente ao final do Século XIV que exigia a reforma da Igreja Católica - vinculado ao teólogo John Wycliffe, precursor da Reforma Protestante.

Também foram resgatados os ensinos de Patrick Hamilton, filho da nobreza, que fora julgado, sentenciado, condenado, preso e queimado na fogueira durante seis horas, porque desejava ministrar o Evangelho Puro de Cristo.

John Knox
John Knox.
(? - 1572)
John Knox também fora influenciado pelos diversos contrabandistas que levavam bíblias escondidas em suas carroças para distribuição na Escócia, principalmente nas universidades.

Nesse contexto, o futuro reformador iniciou as suas primeiras pregações resultando em sua prisão e escravidão quando os franceses invadiram a Escócia. Transcorridos dois anos, aproximadamente, concentrou as suas atividades como capelão da realeza na Inglaterra, porém as perseguições contra os Protestantes desencadeadas pela Maria, a Sanguinária, levaram-no ao exílio em Genebra, epicentro teológico da Reforma conduzida por João Calvino.

Martyn Lloyd-Jones
David Martyn Lloyd-Jones.
(1899-1981)
"... este homem é geralmente considerado como fanático, como um homem duro, um homem levado por tremenda presunção e ambição, um homem que não tolerava nenhum desacordo ou qualquer tipo de oposição. Entretanto vocês não poderão ler nenhum relato objetivo dele sem maravilhar-se com a sua extraordinária sabedoria. Ele parecia saber exatamente até onde ir em cada estágio, e nunca tentava ir além desse ponto. Alguns o concitavam a avançar, outros queriam contê-lo; mas ele parecia seguir sempre a vereda da sabedoria." / "Algumas vezes Knox foi acusado de covardia porque fugiu várias vezes da Escócia - tanto para a Inglaterra como para o continente - em tempos de perseguição e grande perigo. Todavia, para mim, ele estava sendo governado por este princípio de grande sabedoria e perspicácia. Ele compreendeu que, se ficasse na Escócia, seria morto, como o foram George Wishart, Patrick Hamilton e outros antes dele. Ele sabia que não poderia levar avante a causa; por isso fugia. Eu o justifico. Às vezes se requer mais coragem para fugir do que para ficar e tornar-se um mártir." / "Várias vezes ele salvou a Reforma simplesmente por causa da sua sagacidade." David Martyn Lloyd-Jones.

O exílio foi doloroso, pois o distanciou da pessoa amada - Marjory Bowes - futura esposa e mãe dos seus dois filhos. Depois da morte dela em 1560, Knox casaria novamente em 1564 com a senhorita Margaret Stuart. Os seus dois filhos, Nathaniel e Eleazer, estudaram  no famoso St. John's College, da Universidade de Cambridge seguindo a carreira eclesiástica, mas embora promissores, faleceram na jovialidade sem deixar descendentes, extinguindo a linhagem do reformador.

Na sua jornada, John Knox foi perseguido por rainhas, regentes e concílios; escravizado e exilado; apedrejaram a sua residência; aproveitam a ausência de descendentes para exterminar a sua memória; cento e quarenta anos depois da sua morte, o Parlamento Britânico condenou os seus livros que foram queimados; outros pregadores, como George Whitefield, foram ridicularizados por utilizarem os seus ensinos; no aniversário de quatrocentos anos de sua morte, em 1972, foi decidido que um homem como Knox não era digno de um selo postal comemorativo na Escócia; o Conselho Municipal de Edimburgo ordenou que fosse removida a pedra que marcava seu túmulo, relegando o lugar de seu repouso terrestre à uma simples vaga de estacionamento; até uma pequena identificação "JK" em uma esquina de Edimburgo foi apagada.

Contudo, o seu legado permanece apesar da oposição e a sua descendência espiritual ultrapassa o continente, avançando no tempo através dos Puritanos e  Presbiterianos, e de muitos outros sedentos do bom Evangelho apregoado pelos Reformadores, principalmente nos tempos atuais, até no Brasil cujo Evangelicalismo está recheado de Crendices, Sincretismos e Heresias.


John Knox
John Knox.
(? - 1572)
SUAS PALAVRAS:

"Não pertencerei a nenhuma outra igreja exceto a que tem como pastor a Cristo Jesus, que ouve sua voz e não ouvirá o estranho."
"O novo nascimento é realizado pelo poder do Espírito Santo, criando no coração do povo escolhido de Deus uma fé segura na promessa de Deus, que nos é revelada por sua Palavra; por esta fé abraçamos a Cristo Jesus com as graças e bênçãos nele prometidas."
"E quanto ao temor por minha pessoa, minha vida está nas mãos daquele cuja glória eu busco, e sendo assim, não temo as suas ameaças. Não desejo mão ou arma de homem algum para me defender."
"Sinto um soluço e um gemido, desejoso que Cristo Jesus seja pregado abertamente em minha terra nativa, ainda que para isso seja necessário perder minha miserável vida."
"Gostaria que aqueles que são colocados em posição de autoridade considerassem se eles reinam e governam por Deus como Deus os governa; ou se governam sem Deus e, além disso, contra Deus..."


FONTE:

Livro: Sermão Aos Inimigos da Verdade.
Autor: John Knox.
Editora: Publicações Evangélicas Selecionadas - PES. (Brasil).
Páginas: 76.

Livro: A Poderosa Fraqueza de John Knox.
Série: Um Perfil de Homens Piedosos.
Autor: Douglas Bond.
Editora: Fiel. (Brasil).
Páginas: 156.

Livro: John Knox - O Fundador do Puritanismo.
Autor: David Martyn Lloyd-Jones.
Editora: Publicações Evangélicas Selecionadas - PES. (Brasil).
Páginas: 32.

Livro: Os Puritanos - Suas Origens e Seus Sucessores.
Autor: David Martyn Lloyd-Jones.
Editora: Publicações Evangélicas Selecionadas - PES. (Brasil).
Páginas: 432.

Livro: John Knox - O Patriarca do Presbiterianismo.
Autor: Waldyr Carvalho Luz.
Editora: Cultura Cristã. (Brasil).
Páginas: 224.

Ulrico Zuínglio

BIOGRAFIA CRISTÃ Nº 70: Ulrico Zuínglio (1484-1531), também conhecido como Ulrich Zwingli ou Huldrych Zwingli, foi um suíço Camponês; Bacharel em Artes; Mestre em Artes; Estudante de Idiomas Clássicos (Grego e Hebraico); Pároco; Sacerdote Católico; Capelão; Professor; Escritor; Líder Comunitário e Patriota; Humanista Bíblico; Musicista e Hinólogo; Teólogo MonergistaReformador e Pastor Protestante.
"Eu [Jesus] Sou a videira, e vocês são os ramos. Quem está unido Comigo e Eu com ele, esse dá muito fruto porque sem Mim vocês não podem fazer nada." (João 15:5, NTLH, SBB).
"Ora, vocês são o Corpo de Cristo, e cada um de vocês, individualmente, é membro desse corpo. Assim, na igreja, Deus estabeleceu primeiramente apóstolos; em segundo lugar, profetas; em terceiro lugar, mestres; depois os que realizam milagres, os que têm dons de curar, os que têm dom de prestar ajuda, os que têm dons de administração e os que falam diversas línguas. São todos apóstolos? São todos profetas? São todos mestres? Têm todos dons de curar? Falam todos em línguas? Todos interpretam? / Entretanto, busquem com dedicação os melhores dons. Passo agora a mostrar-lhes um caminho ainda mais excelente." (1ª Coríntios 12:27-31, NVI, SBI).
"Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três; porém o maior destes é o amor." (1ª Coríntios 13:13, VRA, SBB).

Ulrico Zuínglio
Ulrico Zuínglio.
(1484-1531)
Ulrico Zuínglio nasceu no dia 1º de Janeiro de 1484 (dois meses depois do nascimento de Martinho Lutero) no nordeste da Suíça, descendendo de familiares ricos e intelectuais, consistindo na elite de sua época. O seu pai desempenhava as funções de Magistrado e seu tio era Vigário.

O jovem Ulrico diligentemente percorreu os caminhos dos estudos e não permitiu que as experiências espirituais provocassem o desprezo ao exercício da intelectualidade. Estudou na Escola Latina em Berna, na Universidade de Viena conhecendo o Humanismo, e posteriormente na Universidade da Basiléia iniciando os primeiros contatos com o proeminente Erasmo de Roterdã (1466-1536).  Alcançou o Mestrado em Artes, adquiriu a fluência nos idiomas clássicos (Grego e Hebraico), desenvolveu habilidades de composição e música, ampliou a consciência comunitária e patriótica, além de submeter as convicções humanísticas aos trilhos bíblicos.

Ulrico Zuínglio
Ulrico Zuínglio.
(1484-1531)
Em 1519, as suas pregações dentro da Igreja Romana provocaram reações adversas, considerando as intensas condenações ao sistema de indulgências, ao celibato e ao Asceticismo, pois fora, inicialmente, fortemente influenciado pelos escritos de Lutero que clamavam pelo retorno do Catolicismo ao Evangelho Puro. Zuínglio também denunciava o desvio da intenção original de reverência, respeito e memória aos crentes do passado, santos como todos os cristãos, mas que foram indevidamente elevados pelo Romanismo inaugurando um ritual vicioso de devoção, além daquele devido ao Senhor Cristo, que em alguns casos atravessou as linhas da idolatria. Desta forma, despertou a fúria religiosa que imediatamente o acusou de herege, retirando todos os seus direitos de pregação.

Ulrico Zuínglio
Ulrico Zuínglio.
(1484-1531)
As circunstâncias associadas à Soberania de Deus, instigaram o espírito reformador de Ulrico Zuínglio que agora canalizaria todas as suas energias para a causa da Reforma Protestante. Ministrou que a Bíblia contém o ensino necessário e suficiente para a Salvação, publicando os 67 Artigos de Fé, que diferentemente das 95 Teses de Martinho Lutero, destinaram considerável atenção aos princípios básicos que distinguiriam o Movimento Reformado, martelando e fixando Sola scriptura (Somente a Escritura) e Solus Christus (Somente Cristo), enfatizando que o Senhor Jesus Cristo é o único chefe da Igreja e que a Salvação é operada pela Fé Salvífica. Rejeitou o caráter sacrificial da missa, a salvação meritória (pelas obras), a intercessão dos santos, a obrigatoriedade dos votos monásticos e a existência do purgatório. Também afirmou o caráter simbólico do Pão e Vinho (Eucaristia), divergindo de Lutero que apregoava a literalidade do texto bíblico "este é o Meu corpo".

Ulrico Zuínglio
Ulrico Zuínglio.
(1484-1531)
Enquanto alguns enfrentavam tormentos acerca da salvação da alma, como dilema do indivíduo, Zuínglio refletia sobre a salvação de um povo - o povo de Deus, assim, trilhava o caminho cristão com pensamentos voltados à coletividade. Os exercícios da memória associados com a amplitude de seu intelecto permitiram que decorasse e assimilasse todas as epístolas de Paulo no grego, através da dedicada transcrição dos escritos paulinos, palavra por palavra.

Infelizmente, como a História sempre demonstra, alguns seguidores inspirados pelos ensinos de Ulrico Zuínglio percorreram os caminhos do Radicalismo e do Exclusivismo, com posicionamentos que posteriormente inaugurariam o Movimento Anabatista, totalmente diferente dos Batistas que são "bisnetos" dos Episcopais, "netos" dos Presbiterianos e "filhos" dos Congregacionais, ou seja, nasceram dos Movimentos Separatistas na Inglaterra que lutavam pelo Estado Laico e pela Liberdade Religiosa.

Ulrico Zuínglio
Ulrico Zuínglio.
(1484-1531)
Batalhou pela causa bíblica, promovendo a Reforma Protestante, lutando pelo desvendar da Verdade, guerreando pela liberdade em Cristo. Encontrou a morte no dia 11 de Outubro de 1531, dentre os conflitos civis e militares promovidos pelo Romanismo. Provavelmente, foi esquartejado e lançado às chamas da fogueira, cena que repetir-se-ia durante décadas, enfileirando a lista de mártires da Reforma e da causa Protestante. As suas últimas palavras, segundo a tradição, foram: "Eles podem matar o corpo, mas não a alma".

Reforma Suíça caracterizada pela vasta quantidade de declarações acerca da Verdade que produziram diversas doutrinas com objetivos confessionais, apologéticos e didáticos, estava condenada ao isolacionismo e consequente extinção, pois o seu líder fora exterminado, mas o Senhor da História traçara caminhos acertados para o sucesso da causa Protestante. A semente seria cultivada por João Calvino e os ramos da videira estender-se-iam até os confins da Terra, impulsionados pelas Institutas.


FONTE:

Wikipédia, A Enciclopédia Livre.

Portal Mackenzie: História do Movimento Reformado: Ulrico Zuínglio - O Fundador da Tradição Reformada. http://www.mackenzie.com.br/7063.html.

Portal Mackenzie: As Confissões Reformadas - Os 67 Artigos de Ulrico Zuínglio (1523). http://www.mackenzie.com.br/7043.html.

Monergismo: Ulrico Zuínglio - Sinopse Histórica. http://www.monergismo.com/textos/biografias/zuinglio-sinopse_helio.pdf.

Martinho Lutero

BIOGRAFIA CRISTÃ Nº 69: Martinho Lutero (1483-1546), também conhecido como Martin Luther ou Martin Luder, foi um alemão Estudante (de Filosofia, Princípios Científicos, Línguas Clássicas, Gramática, Retórica, História Natural, Astronomia e Princípios das Ciências Jurídicas); Bacharel; Mestre; Doutor em Teologia; Professor de Teologia; Palestrante; Lectura in Bíblia (Preletor de Bíblia); Monge da Ordem dos Frades Agostinianos; Sacerdote Católico; Reformador; Líder Protestante; Teólogo Monergista; Apologista Cristão; Biblicista; Escritor; Tradutor Bíblico; Musicista; Hinólogo; e Pastor.
"Eu [Jesus] Sou a videira, e vocês são os ramos. Quem está unido Comigo e Eu com ele, esse dá muito fruto porque sem Mim vocês não podem fazer nada." (João 15:5, NTLH, SBB).
"Ora, vocês são o Corpo de Cristo, e cada um de vocês, individualmente, é membro desse corpo. Assim, na igreja, Deus estabeleceu primeiramente apóstolos; em segundo lugar, profetas; em terceiro lugar, mestres; depois os que realizam milagres, os que têm dons de curar, os que têm dom de prestar ajuda, os que têm dons de administração e os que falam diversas línguas. São todos apóstolos? São todos profetas? São todos mestres? Têm todos dons de curar? Falam todos em línguas? Todos interpretam? / Entretanto, busquem com dedicação os melhores dons. Passo agora a mostrar-lhes um caminho ainda mais excelente." (1ª Coríntios 12:27-31, NVI, SBI).
"Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três; porém o maior destes é o amor." (1ª Coríntios 13:13, VRA, SBB).

Martinho Lutero
Martinho Lutero.
(1483-1546)
Martinho Lutero nasceu no dia 10 de Novembro de 1483, no vilarejo de Eisleben, na pequena cidade de Turíngia, no antigo Condado de Mansfeld, Alemanha. A sua família pertencia à classe social simples da época, caracterizada pela origem rude e trabalhos pesados. "Meus pais eram muito pobres. Trabalhavam com sacrifício para criar os filhos. Minha mãe costumava buscar lenha na floresta, trazendo-a nas costas."

O seu pai, Hans Luder, com origem campestre na pequena cidade de Möhra, foi minerador de cobre e coordenador de minas, alcançando depois de muitos anos de trabalhos árduos alguns valores para ajudar parcialmente na instrução do promissor garoto. A sua mãe, Margarethe Lindemann, era reconhecida como fervorosa e devota religiosa, no entanto, impregnada com as superstições de sua época, inclusive, seguindo os costumes batizou a criança, escolhendo o nome por evocação do santo Católico do dia, assim, o pequeno Martinho Lutero, cresceu firmemente restrito aos princípios, educação e cultura ensinados pela Igreja Romana. "Meus pais trataram-me com muita dureza, e isso me fez muito tímido. Minha mãe me bateu tanto certa vez, por causa de uma avelã, que fiquei sangrando. Mas os dois acreditavam sinceramente estar cumprindo seu dever."

Martinho Lutero
Martinho Lutero.
(1483-1546)
Lutero foi introduzido nos estudos durante a meninice. A trilha utilizada até a escola era difícil e pedregosa nos lugares íngremes. Os dias chuvosos e frios não consistiam nos únicos obstáculos, pois os professores severos e injustos sobrepujavam os maus tempos, disciplinando os alunos durante todo o dia com pancadas, não deixando a pobre vara descansar. O pequeno Martinho, em uma única manhã, foi castigado quinze vezes por não reproduzir uma lição que não fora ensinada. Desta forma, foi iniciado nos estudos com professores tiranos em escolas infernais, típicos da época, permanecendo nesse ambiente até os quatorze anos.

Martinho Lutero
Martinho Lutero.
(1483-1546)
Filho da pobreza, precisou garantir o próprio sustento, enquanto estudava.
"Pedíamos esmola nas portas das casas, meus companheiros e eu, para ter o que comer. (...). Paramos em frente a uma fazenda isolada, e o campônio, ouvindo-nos (...), saiu de casa gritando com sua voz forte: 'Onde estão vocês, rapazes?'. Apavorados, fugimos a toda pressa. Na realidade, não havia motivo algum para ter medo. É que as ameaças e os maus-tratos com que fomos oprimidos pelos professores nos haviam tornado receosos. Finalmente, o bom homem, que não cessava de nos chamar, obrigou-nos a receber de suas mãos as salsichas com que pretendia presentear-nos." Martinho Lutero.

Martinho Lutero
Martinho Lutero.
(1483-1546)
Superadas as dificuldades da adolescência, aos dezoito anos, ingressou na Universidade de Erfurt, uma das mais prestigiadas da Alemanha. Nessa época, Lutero aperfeiçoou os dons musicais, cantando e tocando alaúde, utilizado geralmente para acompanhar cantigas.

O jovem não permitiu que o mau exemplo dos professores do passado frustrassem a sua jornada intelectual, pelo contrário, aplicou demasiado empenho nos estudos que alcançou o Bacharelado em apenas um ano, celebrando com grande pompa e festa magnífica. Durante os estudos na Universidade buscava obsessivamente o refúgio da Biblioteca para estudar autores clássicos. Na oportunidade, providencialmente, aos vinte anos, encontrou um volume curioso com descrição sagrada - a Bíblia. Ficou curioso, porque o livro era proibido aos padres.

Martinho Lutero
Martinho Lutero.
(1483-1546)
Prosseguindo os estudos na Universidade de Erfurt, conquistou o Mestrado, demonstrando privilegiada capacidade mental, principalmente no estudo analítico. Contudo, o livro da Biblioteca o incomodava e o atraia, assim retornava para ler aquelas linhas Sagradas.

A sua saúde colaborava para o sentimento de temor e preocupação com a morte. Nessa época, Martinho Lutero, ficou doente, crendo ser o seu fim, mas um ancião o encorajou: "Você não morrerá dessa doença. Deus fará de você um homem que levará consolo a muitos. Ele entrega Sua cruz a quem ama, e aqueles que a carregam com paciência adquirem muita sabedoria."

Martinho Lutero
Martinho Lutero.
(1483-1546)
Noutra circunstância, cortou a artéria da perna com a espada que os estudantes tinham por costume carregar ao lado. Enquanto outros buscavam socorro, o jovem Lutero apertava a artéria com as mãos e clamava socorro aos céus. A ferida foi tratada, mas infeccionou, no desespero apelava constantemente à Religião.

Na sala de aula, enquanto estudava Leis Jurídicas, soube da morte de um amigo. Ficou aterrorizado: "E se fosse eu?" Nessas situações pensava em abraçar os serviços religiosos, pois segundo o costume Católico, os sacrifícios pessoais ajudariam na busca da Salvação.

Martinho Lutero
Martinho Lutero.
(1483-1546)
Embora o desejo dos seus pais fosse a sua conclusão nos estudos das Ciências Jurídicas e posterior trabalho como Advogado, a Soberania providenciou outros rumos, pois durante uma tempestade, temendo pela vida foi derrubado ao chão por um raio, clamando por livramento e preservação, prometeu que seria um monge. Tornar-se-ia um membro da Ordem dos Frades Agostinianos, iniciando a sua jornada ao encontro de Deus.

Lutero nutria longas conversas com o seu mentor Agostiniano, principalmente sobre a remissão dos pecados. Também foi impactado pela declaração de Bernardo de Claraval (1090-1153), também conhecido como São Bernardo: "Este é o testemunho que o Espírito Santo dá ao teu coração dizendo: Teus pecados estão perdoados. Esta é, na verdade, a opinião do apóstolo: o homem é graciosamente justificado pela fé."

Martinho Lutero
Martinho Lutero.
(1483-1546)
"Com essas palavras ele não apenas se fortificava como também se instruía sobre o significado pleno de São Paulo [Apóstolo Paulo], que tantas vezes repetiu a frase: 'Nós somos justificados pela fé'. Após ler muitas exposições sobre essa passagem, ele percebeu, tanto pelo discurso do ancião quanto pelo conforto recebido em seu próprio espírito, a vaidade das interpretações dos Escolásticos que ele havia lido anteriormente. Assim, pouco a pouco, lendo e comparando as palavras e os exemplos de profetas e apóstolos, sempre invocando a Deus e estimulando a fé com a força da oração, percebeu esta doutrina de modo extremamente claro. E assim, ele continuou seus estudos em Erfurt no convento dos Agostinianos por quatro anos." John Foxe.
"Aconteceu também que, por essa época, muitos foram estimulados pelos trabalhos eruditos de Erasmo ao estudar as línguas grega e latina. Estes, tendo diante de si um novo campo de estudo mais agradável do que nunca, começaram a desprezar o ensino bárbaro e sofista dos monges. Lutero se pôs a estudar grego e hebraico a fim de haurir a doutrina das verdadeiras fontes e assim poder formar opiniões mais sólidas." John Foxe.

Martinho Lutero
Martinho Lutero.
(1483-1546)
O momento culminante e iluminado na história de Martinho Lutero foi a sua visita à Roma. Alguns conventos Agostinianos estavam enfrentando disputas internas, mas optaram em lançar as divergências ao Cabeça Católico - o Papa. Desta forma, escolheram homens capazes e estudiosos para a audiência papal, dentre estes estava o estudioso analítico Lutero.

Enquanto estava em Roma, subindo as escadarias de joelhos, almejando a indulgência prometida pelo chefe sacerdotal, a sua mente analítica foi relembrada providencialmente de seus estudos diligentes das Escrituras, destacando a frase: "O justo viverá da Fé". Irresistivelmente tocado por Deus, saiu envergonhado daquela situação de infantilidade supersticiosa e sinceridade errônea.

Oportunamente, refletimos sobre as condições da Igreja Brasileira. Vivenciamos dias de Sincretismo Religioso que afrontam a Fé Bíblica duramente conquistada e mantida por inúmeros mártires na história do Corpo de Cristo. A Fé Salvífica decorrente do Evangelho Verdadeiro que apregoa a Cruz de Cristo e Sua Vitória é substituída em muitos lugares por Confissão Positiva; Pensamentos Positivos; Auto-Ajuda; etc, violentando as Escrituras e banalizando a Graça Salvadora. A Pregação Expositiva da Palavra é trocada por Teatralização de Poder e Sobrenaturalismo Maligno, trazendo fermento e contaminando a massa com todas as formas de crendices: Fitas, Lenços, Toalhinhas, Copos de Água, Vasinhos, Varinhas, Martelinhos, e todas as invenções de correntes. Como dizem no Estado da Bahia, aqui no Brasil: "Não importa a religião, Católicos, Espíritas ou Evangélicos, na sexta-feira todos estão de branco." Precisamos desesperadamente do resgate dos valores históricos que motivaram a Reforma Protestante no Século 16, objetivando aplicar uma nova Reforma, mas agora entre aqueles que carregam o nome de Evangélicos. Nota do Blog.

Martinho Lutero
Martinho Lutero.
(1483-1546)
Por oportuno, destacamos que a maioria das nações envolvidas nos princípios da Reforma Protestante jamais integraram o Império Romano ou seus territórios limítrofes. As nações que formavam o antigo império permaneceram fortemente vinculados à Cosmovisão Católica.

O conhecimento geográfico do homem medieval sofrera mudanças significativas, colaborando para os questionamentos acerca do autoritarismo romano. As percepções políticas estavam questionando o Estado-Universal através do espírito nacionalista. Algumas mudanças econômicas sucederam preparando o ambiente para a Reforma Protestante, pois antes as riquezas originavam-se da agricultura, mas agora com a proliferação de cidades, surgiram novos mercados incentivando a utilização de outras matérias-primas. Um fenômeno social estava ocorrendo num mundo configurado por apenas dois grupos (ricos e pobres), considerando o surgimento da classe média capitalista emergente que não aceitava encaminhar as suas riquezas à Igreja Romana, ou melhor, para um único homem - o Papa.

Martinho Lutero
Martinho Lutero.
(1483-1546)
A humanidade ocidental vivenciou uma civilização totalmente horizontal, ou seja, nascia, crescia e morria no mesmo grupo. Pobres geravam gerações de pobres e ricos gerações de ricos, mas esse contexto começara a mudar, permitindo que indivíduos ultrapassassem as barreiras sociais. Ninguém estava condenado a permanecer no grupo que o gerou. A servidão findava com o surgimento dos profissionais livres, a pequena nobreza da cidade. O Renascentismo despertou a intelectualidade coletiva daqueles homens, inclusive, tal pensamento mostrou que a Salvação é decorrente do chamamento de Deus ao indivíduo, não dependendo de intermediadores, sejam eles, o Estado, a Igreja, o Sacerdote ou um Santo cristão falecido. Martinho Lutero foi um destes que possuíam uma mente bíblica Renascentista.

Martinho Lutero
Wittenberg.
95 Teses.
As ideias de Lutero incendiaram toda a Europa, influenciando totalmente a Alemanha. Em 31 de Outubro de 1517, ele afixou as famosas 95 Teses na porta da entrada da Igreja do Castelo em Wittenberg, propondo o debate público sobre a venda de indulgências. Citamos algumas delas:
"Quando nosso Senhor e mestre Jesus Cristo disse: "Arrependei-vos" (Mt 4.17), Ele desejou que toda a vida dos crentes fosse de arrependimento. Esta palavra não pode ser entendida como uma referência ao sacramento da penitência, ou seja, de confissão e satisfação, conforme administradas pelo clero. O Papa não pode remir qualquer culpa, exceto por declarar que foi perdoada por Deus e pela anuência da remissão de Deus, embora ele possa, certamente, conceder remissão em casos reservados a seu juízo. Se fosse desprezado seu direito de conceder remissão em tais casos, a culpa permaneceria totalmente não perdoada.
21. Sendo assim, os pregadores das indulgências estão errados quando dizem que um homem é absolvido de toda penalidade e salvo pelas indulgências papais.
53. São inimigos de Cristo e do Papa aqueles que mandam silenciar totalmente a Palavra de Deus em algumas igrejas, a fim de pregar os perdões em outras.
54. É insulto à Palavra de Deus quando, em um mesmo sermão, tempo maior é gasto falando de indulgências do que desta Palavra.
62. O verdadeiro tesouro da igreja é o santíssimo evangelho da glória e graça de Deus.
79. É blasfêmia dizer que a cruz erguida com o brasão papal [pelos pregadores da indulgência] é de igual valor à cruz de Cristo."

Martinho Lutero
Martinho Lutero.
(1483-1546)
Martinho Lutero jamais desejou a divisão da Igreja, reconhecia a importância da Unidade, no entanto, a Verdade é inegociável e portanto, deve ser preservada mesmo que o preço sejam Divisões. O Reformador desenterrara o Evangelho oculto durante mil anos e destacara a importância da Palavra na mão do povo. "Um simples leigo armado pela Escritura deve ser acreditado acima de um Papa ou concílio. (...). Para preservar as Escrituras poderemos rejeitar o Papa e o concílio".

Declarava que os muros levantados pelos usos e costumes de homens impediam quaisquer reformas tendentes à preservação e proclamação das Escrituras. A derrubada desses muros dependiam do Sacerdócio dos crentes, respeitados os dons individuais de cada membro do Corpo de Cristo.

Martinho Lutero
Martinho Lutero.
(1483-1546)
"É pura invenção que o Papa, bispos, sacerdotes e monges sejam denominados de propriedade espiritual enquanto príncipes, senhores, artesãos e lavradores sejam chamados de propriedade temporal. (...). Todos os cristãos são verdadeiramente pertencentes ao estado espiritual, e não há diferença entre eles exceto quanto ao ofício. (...). Declarar que somente o Papa pode interpretar a Escritura é uma fábula disparatada e ultrajante." Martinho Lutero.

Martinho Lutero
Martinho Lutero.
(1483-1546)
No mês de Abril de 1525, aos quarenta e dois anos, casou-se com Cataria vom Bora, uma freira Protestante, com vinte e seis anos, que fugira sob perseguições contra a Reforma.

Lutero proclamava jubilosamente que casara, além do amor, para perturbar o Papa, fazendo "anjos regozijarem e os demônios lamentarem". Da união matrimonial, nasceram seis filhos que trouxeram muitas alegrias para o lar Protestante.

Enquanto a Peste Negra devastava a Europa, os cidadãos esperavam que o Papa como o representante dos poderes de Deus na Terra trouxesse alívio para suas vidas, todavia, as mortes permaneceram e tal calamidade serviu positivamente para o progresso da Reforma Protestante.

Martinho Lutero
Martinho Lutero.
(1483-1546)
Muitos fugiram para salvarem as suas vidas, mas Martinho Lutero permaneceu e disponibilizou a sua residência como hospital ajudando aos cidadãos que para lá recorriam. Nesse período, enquanto enfrentava a fúria romana, quase perdeu um dos seus filhos para a Peste Negra. A saúde de Lutero estava debilitada, enfrentava dores no peito, tonturas e desmaios. A fraqueza era intensa que em muitas vezes beirou à morte. "Gastei mais de uma semana na morte (...). Todo meu corpo estava tomado pela dor, e ainda agora eu tremo. (...) labutava sob o vacilo e as tempestades do desespero."

Martinho Lutero
Lutero e seu alaúde.
Nessas circunstâncias, a sua vocação musical foi crucial, inclusive, escreveu o seu hino mais famoso que tornar-se-ia um clássico para os Protestantes - "Castelo Forte" - inspirado totalmente no Salmo 46.

A jornada foi árdua para o Monge Reformador. As previsões apontavam para a fogueira, para a sua execução como herege, como sucedeu com vários de seus amigos. Contudo, Deus providenciara outros caminhos para o jovem Lutero, dentre os quais, responder ao fogo da Inquisição com a fornalha das ideias que varreram a Europa. O Senhor soberanamente levantou Lutero para conduzir o bastão da Reforma para outros jovens: João Calvino, John Knox, etc.

Martinho Lutero
Martinho Lutero.
(1483-1546)
Transcorridos anos de lutas exaustivas, perseguições, conflitos, debates, permeados de alegrias no pastoreio do povo de Deus, nos estudos bíblicos, nas pregações, nas aulas de Teologia, nas visitas aos crentes, nas composições de hinos, recheados de felicidades no seio familiar e na educação dos filhos, findavam os seus dias glorificando ao Senhor Jesus Cristo.

A saúde frágil forçou a diminuição dos trabalhos literários, ressaltando que produziu muitas obras sobre diversos assuntos numa época de textos manuscritos e início da imprensa. Os cálculos de ácido úrico, a artrite, os problemas cardíacos associados aos males digestivos, provocavam desconforto para Lutero que faleceu no dia 18 de Fevereiro de 1546.

Martinho Lutero
Martinho Lutero.
(1483-1546)
O seu testamento iniciava com a frase: "Sou bastante conhecido pelo céu e pelo inferno". Reforçando a sua teologia Monergista, proferiu as suas últimas palavras dizendo: "Somos todos mendigos. Isso é verdade.", ou seja, nenhum mortal é detentor de méritos perante o Soberano e Salvador dos eleitos. "Não podemos atribuir a nós mesmos a menor parcela de crédito para nossa salvação; ela depende inteiramente da graça divina."
"Já estava firmemente estabelecido em sua mente e obra o princípio Sola Scriptura. Somente a Escritura tem autoridade normativa absoluta. Por quê? Para Lutero, a sola de Sola Scriptura estava relacionada inseparavelmente à singular inerrância da Palavra de Deus." R.C. Sproul - Teólogo Calvinista e Pastor.
Martinho Lutero
Martinho Lutero.
(1483-1546)
"Para Lutero, a importância do estudo estava de tal modo entretecida na sua descoberta do verdadeiro Evangelho, que ele não poderia tratar o estudo como algo menos importante que absolutamente crucial, dando vida e formando a história. O estudo foi seu portal de entrada ao evangelho, à Reforma e a Deus... O estudo era importante. A sua vida, e a vida de sua igreja, dependiam dele [do estudo da Bíblia]." John Piper - Pastor Batista Calvinista.

Martinho Lutero
Martinho Lutero.
(1483-1546)
 "Temos de afirmar com Martinho Lutero que a pregação da Palavra é a primeira marca essencial da igreja. Lutero acreditava tão firmemente na centralidade da pregação que afirmou: A Palavra de Deus não pode estar sem o povo de Deus e, da mesma maneira, o povo de Deus não pode ficar sem a Palavra de Deus." R. Albert Mohler - Presidente do Seminário Batista Teológico do Sul, Estados Unidos.
"Todo o ministério de pregação de Lutero pode ser visto como profético. Ele falou como profeta que tem uma mensagem muito distinta para um época bem distinta. Em toda sua pregação, ele ataca os abusos da igreja de seus dias e da cultura e sociedade em que vivia. Sempre foi um pregador profético.Hughes Oliphant Old - Doutor em Teologia, Professor de Teologia Reformada no Seminário Teológico de Erskine e no Seminário Teológico de Princeton, Estados Unidos.
"Creio que o próprio Lutero teria enfrentado sem temor o fogo do inferno, no entanto, temos a confissão dele de que muitas vezes seus joelhos batiam um contra o outro ao levantar para pregar. Ele tremia temeroso que não fosse fiel à Palavra de Deus." Charles H. Spurgeon - Pastor Batista Calvinista.
Martinho Lutero
Martinho Lutero.
(1483-1546)
"A Reforma não acabou. Não pode acabar enquanto todos que se chamam cristãos não tiverem um só Senhor, uma só fé, um só batismo. A causa de Sola Scriptura, Sola fide, Sola gratia, Solus Christus e Soli Deo gloria continua sendo da verdade bíblica e pela verdade bíblica.R.C. Sproul - Teólogo Calvinista e Pastor.
"É necessária uma Reforma hoje tanto quanto foi necessária nos dias de Lutero, e pela graça de Deus, nós a teremos, se nEle confiarmos e publicarmos Sua verdade. O grito é "Derrubai, derrubai, derrubai até que venha Aquele que tem todo o direito de governar". Mas nisto prestai atenção: se for restaurada a graça de Deus à Igreja em toda a sua plenitude, e o Espírito do Senhor for derramado, vindo do alto, em toda sua força santificadora, virá um tremor como nunca se viu em nossos dias.Charles H. Spurgeon - Pastor Batista Calvinista.
"Carecemos novamente de Luteros, Calvinos, Bunyans, Whitefields, homens que marquem suas eras, cujos nomes respirem terror aos ouvidos de nossos inimigos. Temos profunda carência disso. De onde eles nos virão até nós? São dons de Jesus Cristo para a igreja, e virão em seu devido tempo.Charles H. Spurgeon - Pastor Batista Calvinista.


FONTE:

Livro: Lutero - O Grande Reformador que revolucionou seu tempo e mudou a história da Igreja.
Série: Acadêmica.
Autor: A. de Saussure.
Editora: Vida. (Brasil).
Páginas: 168.

Livro: A Heroica Ousadia de Martinho Lutero.
Série: Um Perfil de Homens Piedosos.
Autor: Steven J. Lawson.
Editora: Fiel. (Brasil).
Páginas: 136.

Livro: Nascido Escravo.
Autor: Martinho Lutero.
Editora: Fiel. (Brasil).
Páginas: 101.

Livro: O Legado da Alegria Soberana - A graça triunfante de Deus na vida de Agostinho, Lutero e Calvino.
Autor: John Piper.
Editora: Shedd Publicações. (Brasil).
Páginas: 160.

Livro: O Livro dos Mártires.
Autor: John Foxe, 1517-1587.
Editora: Mundo Cristão. (Brasil).
Páginas: 354.

Livro: Heróis da Fé - Vinte Homens extraordinários que incendiaram o Mundo.
Autor: Orlando Boyer.
Editora: Casa Publicadora das Assembleias de Deus - CPAD. (Brasil).
Páginas: 246.

Livro: Pregadores em Chamas - Descubra os segredos dos grandes pregadores para preparar e pregar mensagens com excelência e poder.
Autor: Edino Melo.
Editora: Ferramenta. (Brasil).
Páginas: 136.

Livro: O Cristianismo Através dos Séculos - Uma História da Igreja Cristã.
Autor: Earle E. Cairns.
Editora: Vida Nova. (Brasil).
Páginas: 508.

Livro: Grandes Teólogos - Uma Síntese do Pensamento Teológico em 21 Séculos de Igreja.
Autor: Gerald R. McDermott.
Editora: Vida Nova. (Brasil).
Páginas: 232.

Bíblia Sagrada com Reflexões de Lutero.
Versão: Almeida Revista e Atualizada.
Sociedade Bíblica do Brasil - SBB. (Brasil).

João Calvino

BIOGRAFIA CRISTÃ Nº 68: João Calvino (1509-1564), também conhecido como John Calvin ou Jean Cauvin, foi um francês Estudante (de Ensino Clássico, Latim, Lógica, Filosofia, Grego, Pensamento Analítico, Argumentação Persuasiva e Literatura Clássica); Mestre em Ciências Humanas; Doutor em Ciências Jurídicas; Escritor; Professor; Teólogo Monergista; Reformador Protestante; e Pastor.
"Eu [Jesus] Sou a videira, e vocês são os ramos. Quem está unido Comigo e Eu com ele, esse dá muito fruto porque sem Mim vocês não podem fazer nada." (João 15:5, NTLH, SBB).
"Ora, vocês são o Corpo de Cristo, e cada um de vocês, individualmente, é membro desse corpo. Assim, na igreja, Deus estabeleceu primeiramente apóstolos; em segundo lugar, profetas; em terceiro lugar, mestres; depois os que realizam milagres, os que têm dons de curar, os que têm dom de prestar ajuda, os que têm dons de administração e os que falam diversas línguas. São todos apóstolos? São todos profetas? São todos mestres? Têm todos dons de curar? Falam todos em línguas? Todos interpretam? / Entretanto, busquem com dedicação os melhores dons. Passo agora a mostrar-lhes um caminho ainda mais excelente." (1ª Coríntios 12:27-31, NVI, SBI).
"Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três; porém o maior destes é o amor." (1ª Coríntios 13:13, VRA, SBB).

João Calvino
João Calvino.
(1509-1564)
João Calvino nasceu no dia 10 de Julho de 1509 em Noyon, uma comuna histórica francesa distando aproximadamente 96 km de Paris. A terminologia comuna, na Idade Média, é o equivalente de Cidade aplicada aos casos de emancipação pela obtenção de carta de autonomia fornecida pelo Rei, mas na França, a expressão também é referente à subdivisão administrativa mínima de um território.

Nessa época, a Europa estava vivenciando uma efervescência intelectual que buscava as origens - as obras antigas. Martinho Lutero concluíra o seu Bacharelado em Estudos Bíblicos (1508), alcançando o Doutorado em Teologia (1512), com nomeação para Vigário (1515) e posterior afixação das famosas 95 Teses no mês de Outubro de 1517, ou seja, um contexto providencialmente preparado para o crescimento do jovenzinho Calvino.

Os seus pais, Gerard e Jeanne Cauvin, procuraram instruir o menino nos caminhos religiosos. João foi criado para ingressar no sacerdócio da Igreja Católica Romana, motivado pelo pai, um Administrador Financeiro do Bispo Católico da diocese de Noyon.

João Calvino
João Calvino.
(1509-1564)
Durante a meninice, com 11 anos, João Calvino conseguiu uma capelania na catedral de Noyon. Na adolescência, com 14 anos, ingressou na Universidade de Paris para estudar Teologia visando o sacerdócio. O apreço pelos estudos do Ensino Clássico, Latim, Lógica e Filosofia, proporcionou a graduação como Mestre em Ciências Humanas aos 17 anos. Posteriormente, estudou na Universidade de Orléans alcançando a graduação em Ciências Jurídicas. Também estudou na Universidade de Bourges, aperfeiçoando os conhecimentos do Grego, Pensamento Analítico e Argumentação Persuasiva. Na cidade de Paris, com 21 anos, estudou Literatura Clássica, completando, posteriormente os estudos do Direito conquistando o título do Doutorado, publicando também a sua dissertação - um comentário sobre a obra De Clementia, do filósofo romano Sêneca, o Jovem.

Durante os seus estudos na Universidade de Bourges as verdades bíblicas anunciadas pela Reforma Protestante impactaram profundamente o seu coração. O Senhor Deus exerceu o Seu poder soberano atraindo irresistivelmente João Calvino.

João Calvino
João Calvino.
(1509-1564)
"Por meio de uma conversão repentina, Deus subjugou e preparou minha mente para ser ensinada a respeito das coisas espirituais, o que aconteceu de forma mais intensa do que esperaria de uma pessoa da minha idade. Tendo, deste modo, recebido uma amostra e algum entendimento da verdadeira piedade, fui imediatamente estimulado com um desejo tão intenso de fazer progresso neste conhecimento que, embora não tenha abandonado por completo os outros estudos, buscava-os com menos fervor." João Calvino.

Alexandre Ganoczy destaca: "Calvino entendeu a história de sua vida como análoga à do apóstolo Paulo, que, no caminho para Damasco, de repente deixou o pecado de se opor a Cristo para servi-Lo incondicionalmente."

Muitos replicaram as ideias de Martinho Lutero em vários países da Europa, dentre eles, o jovem Calvino que precisou fugir de Paris disfarçado de vinhateiro, com uma enxada no ombro. Curiosamente, ele também seria conhecido como o proprietário da maior adega de Genebra, na Suíça, possuindo familiaridade com as técnicas dos vinhateiros.

William Farel
William Farel
(1489-1565)
Depois do exílio, retornou à França, seguindo para a Alemanha buscando lugares tranquilos - o berço da Reforma Protestante. Jamais retornou ao solo francês. Enquanto viajava, forçosamente alterou a rota para Genebra, motivado por uma gerra entre Charles V, Sacro Imperador Romano e Francis I. Embora, a pretensão inicial de João Calvino fosse pernoitar na cidade, providencialmente, através do encontro com o líder Protestante local, William Farel, Genebra tornar-se-ia um dos lugares mais importantes no globo terrestre para o mover de Deus em Sua restauração através da Reforma Protestante.

Em Genebra, Calvino ensinava os textos bíblicos e pastoreava na Catedral de Saint Pierre, mas durante a Reforma da Igreja em Genebra, o falar dos Protestantes trouxe incômodos à consciência dos cidadãos provocando a expulsão da cidade e exílio de João Calvino para Estrasburgo, aglomeração urbana francesa estendida até a Alemanha.

Na oportunidade, pastoreou centenas de refugiados franceses, ensinando o Novo Testamento, escrevendo o seu primeiro comentário bíblico (Romanos), e publicando a segunda edição das Institutas, um dos trabalhos cristãos mais importantes para o Cristianismo Reformado, conforme diz Gerald R. McDermott: "Lutero publicou mais teologia e comentários do que qualquer outro ser humano na história, mas Calvino produziu a única teologia sistemática da Reforma - As Institutas ou Instituição da Religião Cristã."

Idelette Calvino
Idelette de Bure Stordeus Calvin.
Nessa circunstância, conheceu a sua esposa, uma integrante da congregação pastoreada por ele. Idelette de Bure Stordeur era uma viúva com convicções Anabatistas, mãe de um casal do primeiro casamento. João Calvino, aos 31 anos, constituiu o casamento em 1540.

João experimentou muitos sofrimentos, perseguições religiosas e acadêmicas decorrentes da Reforma Protestante, além daqueles sucedidos no ambiente familiar, pois a sua esposa sofreu um aborto, depois perdeu uma filha durante o nascimento e perdeu um filho duas semanas depois do nascimento. Posteriormente, Idelette "a melhor companheira da minha vida" faleceu de tuberculose em 1549, com apenas 40 anos de idade. No entanto, Calvino declarou: "Ele [Deus] próprio é pai e sabe o que é bom para seus filhos".

O Senhor Deus fez justiça ao jovem Reformador depois de sua expulsão de Genebra, pois o Conselho Municipal solicitou o seu retorno para pastorear os cidadãos. João Calvino retornou às suas funções em Genebra no dia 13 de Setembro de 1541, permanecendo providencialmente durante toda a sua vida nesse lugar, transformando a história da humanidade como o mais genial líder da Reforma Protestante durante a Restauração do Senhor.

O dom pastoral de Calvino era excelente, totalmente aperfeiçoado em seu ministério, inclusive quando retornou depois de anos para Genebra, recomeçou a função pastoral exatamente no ponto do sermão interrompido, prosseguindo no versículo seguinte ao exposto nos anos anteriores.

Maria, a Sanguinária
Maria, a Sanguinária.
(1516-1558)
Muitos crentes perseguidos pela Europa procuravam Genebra. Os Huguenotes, protestantes franceses; os refugiados da Alemanha e da Itália, além dos protestantes da Escócia e da Inglaterra que fugiam das fogueiras dos mártires da perversa rainha Maria, a Sanguinária, conforme registrado no famoso Livro dos Mártires de John Foxe. Deste contato dos ingleses e dos escoceses com as pregações de João Calvino nasceria o fervor e zelo pela santidade típicos dos Puritanos, os primeiros que praticaram a doutrina Calvinista, os verdadeiros Calvinistas Experimentais.

Nessa época da Igreja Brasileira caracterizada pelo inchaço com ausência de crescimento orgânico, infiltrada por muitos ensinos controversos temperados pelo Clientelismo, Materialismo, Consumismo, Sincretismo, Sobrenaturalismo Maligno, etc, cremos sinceramente que os escritos dos Puritanos ajudarão na clareza das verdades bíblicas, remetendo ao clamor da Reforma Protestante, principalmente aos ensinos de João Calvino que foram resgatados dos dias dos Pais da Igreja, especificamente em Agostinho, recuperando as lições dos dias dos Apóstolos que foram inspirados pelo Espírito Santo. Nos nossos dias precisamos da sensibilidade ao mover de Deus para sermos restaurados e reformados conforme os princípios bíblicos, precisamente quanto à Soberania de Deus e à Responsabilidade Humana - o verdadeiro Evangelho da Cruz. Nota do Blog.

O ensino de João Calvino era totalmente teocêntrico apontando sempre ao Deus Triúno, ciente que não podemos compreender a Palavra sem o Espírito, nem saber o que o Espírito diz sem a Palavra que nos mostra Cristo e como encontrá-Lo para salvação.

Assim como Agostinho, reconheceu que a vida cristã é uma luta contra o mundo, a carne e o Diabo, mas sobretudo, contra o pior inimigo, o EU com todas as suas perversidades e bondade enganosa.

Martyn Lloyd-Jones
David Martyn Lloyd-Jones.
(1899-1981)
"Calvino estava tremendamente interessado em que todos os reformados e evangélicos estivessem juntos em unidade. Ele deplorava as divisões e divergências que tinham surgido e estava disposto a fazer o que pudesse - ele dizia que estava pronto a atravessar dez mares, se necessário, para comparecer a uma Conferência que ajudasse a promover esta unidade entre os evangélicos reformados. Não unidade com Roma, é claro, mas unidade do povo evangélico reformado." (...) "aqueles que tendem a seguir o ensino de João Calvino estão menos interessados em publicidade do que aqueles que seguem o ensino arminiano (...) Peço-lhes apenas que mantenham os olhos nos jornais e periódicos religiosos e vejam se não há algo nessa ideia. O ensino de João Calvino primeiramente humilha o homem; glorifica a Deus. Faz o homem sentir-se insignificante, sentir-se pessoa inútil; e por mais privilegiado que seja, ou mais capacitado para realizações, ele sabe que é Deus que o faz. É nisso que ele está interessado.David Martyn Lloyd-Jones.

João Calvino
João Calvino.
(1509-1564)
João Calvino também foi um grande incentivador da educação, inclusive, criou em Genebra um sistema de educação em três níveis, hoje conhecida como Universidade de Genebra, fundada em 1559. A ênfase sobre o ensino alcançou os Estados Unidos, espalhando escolas e universidades em vários lugares do novo mundo através dos Puritanos e Calvinistas. As Américas são devedoras ao empenho dos pioneiros que trouxeram o legado da Reforma Protestante.

O seu legado também colaborou para formação da Democracia Moderna mediante o princípio representativo, pois ele compreendia que a Igreja e o Estado são extensões do governo criativo de Deus, assim a administração da igreja local em Genebra inspirou muitas congregações reformadas e nações.

Outra contribuição importante foi na elaboração da Bíblia de Estudos de Genebra imbuída do espírito da Reforma, a segunda mais popular no idioma inglês, que foi odiada pelos líderes ingleses adeptos do Episcopalismo e das liturgias herdadas da Igreja Romana.

Dentre tantas características e dons de João Calvino, o mais importante foi a função de pastor ensinando:

  1. A importância da pregação, apelando aos ministros que estudassem com afinco e atenção para ter a certeza de que expusessem as verdades bíblicas;
  2. Predestinação, mostrando que esse ensino provoca humildade, consolo, jamais pavor, pertencendo à Doutrina da Salvação, ensinando o olhar retroativo para louvarmos ao Senhor por Sua escolha;
  3. Teologia Bíblica, alertando que todo o ensino precisa estar arraigado na história bíblica, jamais fora do contexto, evitando usar experiências pessoais como fundamento do ensino;
  4. Santificação, pois quando Martinho Lutero bradou os anseios da Reforma Protestante foi enfatizado a Justificação, mas Calvino levou a Restauração do Senhor adiante mostrando a importância da Santificação, cujo desenvolvimento percorre toda a vida humana;
  5. A Soberania de Deus, pois toda a história está no controle do Soberano e nem Satanás consegue movimentar-se escondido dos olhos do Senhor. Deus não deseja o pecado nem o mal, mas supervisiona o processo histórico, mesmo aqueles mais insignificantes em nossas vidas. Assim, todas as coisas cooperam para o nosso bem e para a Sua glória.


Charles Spurgeon
Charles Haddon Spurgeon.
(1834-1892)
"Queremos outros Luteros, Calvinos, Bunyans, Whitefields, homens preparados para marcar eras, cujos nomes inspiram terror aos ouvidos de nossos inimigos. Necessitamos deles desesperadamente. De onde eles virão para nós? Eles são presentes de Jesus Cristo para a igreja, e virão em tempo oportuno. Jesus tem poder de nos trazer de volta a era de ouro dos pregadores, e quando a boa e antiga verdade for mais uma vez pregada por homens cujos lábios foram tocados como por uma brasa viva tirada do altar, isto será o instrumento na mão do Espírito para realizar um grande avivamento (...).Eu não busco outro meio de converter os homens além da simples pregação do evangelho e do abrir de seus ouvidos para que o ouçam. No momento em que a igreja de Deus desprezar o púlpito, Deus desprezará a igreja. É por meio deste ministério que o Senhor se agrada em despertar e abençoar sua Igreja." Charles Haddon Spurgeon.

Steven J. Lawson
Steven J. Lawson.
"Não existem remédios novos para problemas velhos. Devemos retornar aos caminhos antigos. Devemos, uma vez mais, recuperar a centralidade e a capacidade de penetração bíblica. É preciso um retorno decisivo à pregação direcionada pela Palavra, que exalta a Deus, que é centrada em Cristo e fortalecida pelo Espírito. Precisamos desesperadamente de uma nova geração de expositores, homens da mesma estirpe de Calvino." (...) "Queremos mais Calvinos. Precisamos ter outros Calvinos. E, pela graça de Deus, os veremos surgir novamente nesta época. Que o cabeça da igreja nos dê mais uma vez um exército de expositores da Bíblia, homens de Deus dispostos à uma nova reforma. Soli Deo Gloria." Steven J. Lawson.

João Calvino
João Calvino.
(1509-1564)
"Em nome de Deus, eu, João Calvino, servo da Palavra de Deus na igreja de Genebra... Agradeço a Deus não só por Ele ter sido misericordioso comigo, pobre criatura sua, e... por ter me tolerado em todos os pecados e fraquezas, mas principalmente por ter feito de mim um participante de Sua graça a fim de servi-Lo por meio de meu trabalho... Confesso ter vivido e confesso que morrerei na fé que Ele me deu, porquanto não possuo outra esperança ou refúgio além de Sua predestinação sobre a qual toda a minha salvação está baseada. Recebo a graça que Ele me ofereceu em nosso Senhor Jesus Cristo e aceito os méritos de Seu sofrimento e morte, por meio dos quais todos os meus pecados estão enterrados. Humildemente suplico que Ele me lave e limpe com o sangue de nosso grande Redentor... a fim de que ao aparecer diante Dele seja semelhante a Ele. Além do mais, que me esforcei para ensinar Sua Palavra de maneira imaculada, e para expor fielmente as Sagradas Escrituras, de acordo com a medida da graça que Ele me deu." João Calvino, 25 de Abril de 1564.

No dia 27 de Maio de 1564, o inútil e pequeno servo, grande pecador e simples adorador, faleceu, deixando um legado que somente os gigantes poderiam deixar, porque embora inútil, pequeno e simples foi direcionado pelo Soberano, Grande e Poderoso Deus. Transcorridos 450 anos do seu falecimento, nós da Igreja Brasileira, precisamos novamente de cristãos como Calvino que proclamem com voz potente a Soberania de Deus expulsando o Sincretismo e a Graça Barata dos círculos evangélicos do Brasil.


FONTE:

Livro: A Arte Expositiva de João Calvino.
Série: Um Perfil de Homens Piedosos.
Autor: Steven J. Lawson.
Editora: Fiel. (Brasil).
Páginas: 142.

Livro: O Legado da Alegria Soberana - A graça triunfante de Deus na vida de Agostinho, Lutero e Calvino.
Autor: John Piper.
Editora: Shedd Publicações. (Brasil).
Páginas: 160.

Livro: Grandes Teólogos - Uma Síntese do Pensamento Teológico em 21 Séculos de Igreja.
Autor: Gerald R. McDermott.
Editora: Vida Nova. (Brasil).
Páginas: 232.

Livro: O Cristianismo Através dos Séculos - Uma História da Igreja Cristã.
Autor: Earle E. Cairns.
Editora: Vida Nova. (Brasil).
Páginas: 508.

Livro: Os Puritanos - Suas Origens e Seus Sucessores.
Autor: David Martyn Lloyd-Jones.
Editora: Publicações Evangélicas Selecionadas - PES. (Brasil).
Páginas: 432.

Livro: A Bíblia e Sua História - O Surgimento e o Impacto da Bíblia.
Autor: Stephen M. Miller e Robert V. Huber.
Editora: Sociedade Bíblica do Brasil - SBB. (Brasil).
Páginas: 256.

H.C. Voorhoeve-Jacobzoon

BIOGRAFIA CRISTÃ Nº 67: Hermanus Cornelis Voorhoeve-Jacobzoon (1837-1901), também conhecido como H. C. Voorhoeve-Jacobzoon foi um holandês Banqueiro; Editor; Escritor; Hinólogo;  Dispensacionalista; Líder Adenominacional do Movimento Irmãos Unidos, também conhecido como Irmãos de PlymouthAssembleia dos Irmãos em Portugal, Casa de Oração no Brasil, ou simplesmente, Os Irmãos.
"Eu [Jesus] Sou a videira, e vocês são os ramos. Quem está unido Comigo e Eu com ele, esse dá muito fruto porque sem Mim vocês não podem fazer nada." (João 15:5, NTLH, SBB).
"Ora, vocês são o Corpo de Cristo, e cada um de vocês, individualmente, é membro desse corpo. Assim, na igreja, Deus estabeleceu primeiramente apóstolos; em segundo lugar, profetas; em terceiro lugar, mestres; depois os que realizam milagres, os que têm dons de curar, os que têm dom de prestar ajuda, os que têm dons de administração e os que falam diversas línguas. São todos apóstolos? São todos profetas? São todos mestres? Têm todos dons de curar? Falam todos em línguas? Todos interpretam? / Entretanto, busquem com dedicação os melhores dons. Passo agora a mostrar-lhes um caminho ainda mais excelente." (1ª Coríntios 12:27-31, NVI, SBI).
"Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três; porém o maior destes é o amor." (1ª Coríntios 13:13, VRA, SBB).

Hermanus Cornelis Voorhoeve-Jacobzoon
Hermanus Cornelis
Voorhoeve-Jacobzoon.
(1837-1901)
Hermanus Cornelis Voorhoeve-Jacobzoon nasceu  no dia 9 de Fevereiro de 1837, na cidade de Rotterdam, atualmente a segunda maior e mais importante cidade dos Países Baixos, imprecisamente chamado de Holanda, considerando que as Holandas do Norte e do Sul constituem duas de suas doze províncias.

Os Países Baixos foram atingidos pelo Reavivamento Neerlandês, alcançando a família Voorhoeve, permitindo ao pequeno Hermanus Cornelis crescer na disciplina do Senhor.

A sua ascendência foi importante e respeitada dentre a aristocracia. Os seus pais eram mui ricos, considerando os negócios da família nos empreendimentos bancários. A família era relativamente pequena para os padrões da época, apenas sete filhos, dentre os quais, alguns casaram com filhos dos Brockhaus.

Hermanus Cornelis Voorhoeve- Jacobzoon
Hermanus Cornelis
Voorhoeve- Jacobzoon.
(1837-1901)
Durante a juventude trabalhou com os negócios da família, embora nutrisse interesses pelas matérias teológicas, no entanto, era crescente os conflitos internos acerca da carência da realidade da Vida em Cristo no seu interior, questões que obstavam os estudos teológicos.

Nos dias de escuridão da alma foi alcançado pelo Senhor e Salvador Cristo, encontrando a desejada Vida Eterna. Tal impacto foi tremendo!!! Deixou os trabalhos nos negócios da família esperando pelas diretrizes de Deus. Nessa circunstância conheceu os escritos de John Nelson Darby traduzidos para o inglês e francês, adquirindo a convicção de que os crentes não devem ser nominados nem vinculados com quaisquer organizações religiosas. Assim começou a participar das reuniões cristãs com um grupo de irmãos Adenominacionais em Rotterdam, com grande ajuda e apascentar dos escritos dos irmãos da Inglaterra.

As posturas adquiridas pelo jovem Hermanus como a proclamação do Evangelho no contexto Adenominacional incomodavam a sua família elitista, principalmente, porque a sua esposa também participava dos cultos com o "pequeno rebanho" em Rotterdam.

O jovem Hermanus Cornelis foi importante na elaboração de escritos dos Irmãos Unidos, além da ministração de conferências em vários países na Europa, estabelecendo várias igrejas locais. Também foi um valioso hinólogo. Muitas de suas obras foram importantes além da comunhão dos Irmãos, suprindo inclusive alguns grupos cristãos Denominacionais. A sua esposa foi importante auxiliadora no serviço missionário, nas visitas aos doentes e nos atos de caridade. Da união do casal nasceram doze filhos, dentre os quais, alguns foram médicos e outros pregadores do Evangelho.

Hermanus Cornelis Voorhoeve- Jacobzoon
Hermanus Cornelis
Voorhoeve- Jacobzoon.
(1837-1901)
Em 1901, a sua companheira de amor, dedicação e serviço, faleceu depois de padecer com enfermidades. Assim, o ancião Hermanus optou por viajar com o seu filho médico, para repousar o corpo cansado e descansar a alma, piorando a saúde significativamente até falecer no dia 21 de Agosto de 1901, entrando no Descanso Eterno para reencontrar a sua esposa nos braços de Cristo.

No leito de morte, proclamou diversas vezes letras de hino:
"Oh, estar ali... oh, ali estás Tu [Cristo]!";
"Bem-aventurado! Que bem-aventurado!"


FONTE:

Livro: "Os Irmãos" (Como são chamados) - Sua história e as verdades que professam.
Autor: Andrew Miller.
Editora: Depósito de Literatura Cristã - DLC. (Brasil).
Páginas: 175.

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