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J.B. Stoney

BIOGRAFIA CRISTÃ Nº 58: James Butler Stoney (1814-1897), também conhecido como J.B. Stoney, foi um irlandes Jurista; Linguista Clássico; Teólogo; Sacerdote Anglicano; Escritor; Evangelista influenciado pelo Movimento Místico; Dispensacionalista; Líder Adenominacional do Movimento Irmãos Unidos, também conhecido como Irmãos de Plymouth, Assembleia dos Irmãos em Portugal, Casa de Oração no Brasil, ou simplesmente, Os Irmãos.
"Eu [Jesus] Sou a videira, e vocês são os ramos. Quem está unido Comigo e Eu com ele, esse dá muito fruto porque sem Mim vocês não podem fazer nada." (João 15:5, NTLH, SBB).
"Ora, vocês são o Corpo de Cristo, e cada um de vocês, individualmente, é membro desse corpo. Assim, na igreja, Deus estabeleceu primeiramente apóstolos; em segundo lugar, profetas; em terceiro lugar, mestres; depois os que realizam milagres, os que têm dons de curar, os que têm dom de prestar ajuda, os que têm dons de administração e os que falam diversas línguas. São todos apóstolos? São todos profetas? São todos mestres? Têm todos dons de curar? Falam todos em línguas? Todos interpretam? / Entretanto, busquem com dedicação os melhores dons. Passo agora a mostrar-lhes um caminho ainda mais excelente." (1ª Coríntios 12:27-31, NVI, SBI).
"Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três; porém o maior destes é o amor." (1ª Coríntios 13:13, VRA, SBB).

James Butler Stoney
James Butler Stoney.
(1814-1897)
James Butler Stoney nasceu no dia 13 de Maio de 1814, em Portland, no Condado de North Tipperary, na Irlanda. A sua família era Protestante e seu pai nutria fortes influências pelos ensinos dos Puritanos.

O jovem J.B. Stoney era muito inteligente e frequentou o conceituado Trinity College na cidade de Dublin. Estudou os idiomas clássicos (Latim, Grego e Hebraico) e graduou-se em Ciências Jurídicas. Os seus pensamentos estavam centrados no sucesso profissional na carreira jurídica.

Durante a sua juventude, a Irlanda foi acometida com um surto de cólera, que também o alcançou. Os sofrimentos físicos eram intensos e provocaram reflexões em sua alma acerca do seu destino. Enquanto estava sozinho aguardando o atendimento médico, prostrou-se e clamou pela misericórdia de Deus, alcançando a graça do irresistível Crucificado - Jesus Cristo. Quando o médico chegou, Stoney estava exausto e beirava à morte, mas disse com muita calma: "Jesus me receberá! O Senhor Jesus recebe o meu espírito".

No entanto, Deus em Sua soberania recobrou a saúde do jovem James Stoney, que ao acordar depois dessa experiência impactante, renunciou aos seus sonhos referentes à carreira jurídica para vivenciar a realidade da nova vida em Cristo como testemunha para alcançar aos homens.

Estudou Teologia na cidade de Dublin, na Irlanda, aonde excelentes professores ministravam valiosas aulas. Posteriormente, aos 24 anos, foi ordenado Clérigo na Igreja Anglicana, mas os seus pais demonstraram insatisfação, pois eram extremamente influenciado pelos Puritanos que em sua maioria eram Independentes ou Separatistas, Não-Conformistas, com visão Presbiteriana ou Congregacional, portanto, radicalmente contrários ao formalismo e liturgias do Clero. Eles consideravam que as Riquezas de Cristo eram encontradas no conteúdo expositivo da Palavra, ao contrário da solenidade da religião.

Além dessas divergências, os seus tios romperam contatos com ele, pois desejavam um sobrinho jurista, repudiando a ideia de um "pastor" na família.

J.B. Stoney demonstrou excelente dom de evangelista que sobressaiu ao do pastorado, até que conheceu os Irmãos Unidos.

J.B. Stoney
James Butler Stoney.
(1814-1897)
"Quando conheci Os Irmãos em 1833, já tinha renunciado à carreira jurídica e estudava Teologia, com ardente desejo de servir ao Senhor. Pensava que fosse a única coisa certa. Inicialmente, fui à Aungier Street com sentimento de oposição. O Sr. Clarke, um colega de estudos, me levará à reunião. Finalmente demonstrei grande interesse pelos ensinos ministrados nessas reuniões. Lembro-me especialmente da exposição do Sr. Darby sobre as palavras: 'agradáveis no Amado' e do Sr. Bellett sobre Marcos 7, mas ainda não considerava a união com eles. Ouvia constantemente o Sr. Darby até que ele falou sobre Josué 7: 'Por que estás prostrado assim sobre o teu rosto?... Levanta-te, santifica o povo... Primeiro, o mal tem que ser removido. Deus não pode estar conosco, se não estivermos separados do mal'. Nessa ocasião desabei. Ficou claro para mim que o passo enorme era deixar a Igreja Estatal [Anglicana] em favor de um pequeno grupo sem aparência na Aungier Street. Aconteceu em Junho de 1834. Pedi ao Sr. Darby para vir às reuniões até que alcançasse plena certeza que seus ensinos estavam corretos, mas já tinha convicção que a Igreja Anglicana estava posicionada de forma errada. (...). Estive em Plymouth, em 1838 (...) e participei de uma reunião no castelo de Lady Powerscourt. (...). O Sr. Darby foi o último a falar, muitas vezes durante horas, e entrava em detalhes de todos os assuntos abordados anteriormente. Ao lado dele estavam sentados os senhores Wigran, Capitão Hall, G. Curzon, Sir A. Campbell, Bellett, T. Maunsell, Mahon, E. Synge, dentre outros. As reuniões de oração às 7 da manhã eram impressionantes para mim de forma especial. Cada um orava, para que Deus lhes desse Luz, e também a Graça de agir nos conformes...". J. B. Stoney.

 Deixou o Sacerdócio Anglicano para unir-se aos Irmãos em 1834, nutrindo saudável amizade com J.N. Darby, que permaneceria durante toda a sua vida.

Escreveu diversos artigos que foram publicados em muitas revistas vinculadas aos Irmãos Unidos, inclusive, também foi editor de revistas. Viajava e ministrava muitas conferências, sempre evitando a retórica, convicto de que o Espírito Santo é a única fonte de poder para o Ministério.

Enquanto a maioria dos líderes do Movimento Irmãos Unidos eram centrados nas Escrituras, valorizando a objetividade da Palavra, J.B. Stoney nutria um ministério com características predominantemente subjetivas, assemelhando-se aos Místicos do Século XVII (Madame Guyon) e ao Movimento Vida Interior do Século XX (Andrew Murray, Jessie Penn-Lewis, Austin-Sparks e A.W. Tozer).

Infelizmente, o seu ministério foi afetado pelos ensinos errôneos de F.E. Raven, dentre os quais, citamos a "Filiação Encarnacional de Cristo", provocando ruptura no Movimento dos Irmãos Unidos.

Por oportuno, destacamos que a infiltração de doutrinas errôneas é decorrente da desvalorização dos aspectos objetivos das Escrituras, e não da inclusão da subjetividade ou experiência. Muitos homens de Deus, mantinham características subjetivas/experienciais no Ministério, como Jonathan Edwards e George Whitefield, que inclusive pregava sobre o "Cristo Sentido", contudo, não negligenciavam a objetividade das EscriturasNota do Blog.

James Butler Stoney faleceu em 1º de Maio de 1897, pouco antes do seu aniversário, quando completaria 83 anos. Durante um ano e meio, ficou acamado e seriamente enfermo. O período de doença serviu como reflexão de sua vida, mantendo a alegria em Deus até o último dia, falando constantemente das maravilhas do Senhor e proclamando muitas vezes a estrofe de um hino:

"É o tesouro que encontrei em Seu amor,
que me fez ser um peregrino aqui em baixo."


James Butler Stoney
James Butler Stoney.
(1814-1897)
SUAS PALAVRAS:

"Há um Homem glorificado no céu. O Espírito Santo está na Terra em consequência disso! Era o propósito de Deus que a glória devesse ser conectada com o homem. (...). Ele [Cristo] foi ressuscitado dentre os mortos pela glória do Pai. (...). Em 2ª Coríntios 4:4-6 temos o evangelho da glória de Cristo, a imagem de Deus, a glória que brilha em Seu rosto não é velada! Em 2ª Coríntios 3:18, nós contemplamos a glória do Senhor e somos metamorfoseados. Glória é todos os atributos de Deus em manifestação e perfeitamente equilibrados em Jesus."
"Ninguém é realmente humilde, enquanto não perder a autoestima. (...). Não há realmente nenhuma humildade enquanto não ficarmos desapontados conosco diante de Deus e dizermos como Jó: 'Eu me abomino'. É notável como Deus, em Sua fidelidade traz cada um dos Seus para essa experiência. (...). Não há descanso ou sensação de fuga na auto-condenação, mas em Cristo, existe conforto no perdão. (...). Ele [Cristo] é a mola e o padrão de tudo, e se Ele é exclusivamente minha vida e alegria, e não tenho nada fora dEle, tudo o que é contrário ao Seu senhorio será evitado, porque tenho parentesco com Ele [Cristo], sentirei dolorosamente tudo o que se opõe a Cristo que agora é tudo no meu coração."
"Paulo e Silas cantaram na prisão. A Graça os apoiou naquele lugar, então o Senhor os levou para fora da prisão, isto é Misericórdia. A Graça é o princípio em que Deus age. Graça sustenta, a Misericórdia oferece. A Graça é realizada em mim, mas a Misericórdia é feita por mim. A Graça é de acordo com a medida do coração de Deus, já a Misericórdia é na medida da necessidade do homem. Graça é a altura em que somos levados; Misericórdia é a profundidade a partir da qual fomos tirados."


FONTE:

Livro: "Os Irmãos" (Como são chamados) - Sua história e as verdades que professam.
Autor: Andrew Miller.
Editora: Depósito de Literatura Cristã - DLC. (Brasil).
Páginas: 175.

Os Irmãos - Fragmentos: J.B. Stoney. http://www.stempublishing.com/magazines/SQ/FRAGMNTS.html.

2 comentários:

  1. Irmão Maycon, esta foi uma importante mensagem. Precisa ser mais divulgada e compartilhada.

    A propósito, estarei seguindo o seu blog. Muito abençoado. Se puderes (e quiseres), sinta-se livre para, igualmente, pagar uma visita e "seguir" um blog de feitura minha. O título e respectivo endereço constam a seguir: "UM OLHAR PARA MAIS ALÉM"

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    1. Obrigado pelo encorajamento e que o Senhor Deus supra vosso blog com Espírito e Vida.

      Nada somos, mas apesar da nossa condição, Cristo sempre insiste conosco pelo Seu Espírito para continuarmos resgatando a história do Seu povo nesta Terra.

      Graça e Paz!!!

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